domingo, 8 de dezembro de 2013

CHEGUEI SETENTA


UM CORDEL COMEMORATIVO
Sabem o que é bem engraçado
A gente chegar aos setenta.
Ficar vivendo do passado
Que é que nos alimenta;
Para olharmos o futuro,
Ver um claro no escuro,
Pra enxergar os oitenta.

Como serão os oitenta?
Espero que eu não esqueça
De contas as aventuras
Que trago aqui na cabeça.
Eu vou dizer o que penso
Pra não deixar você tenso
Espero que me agradeça.

Já passaram sete décadas
Do dia em que eu nasci
Espero que Deus permita
Que eu fique por aqui
Durante outros setenta
Pra ver se alguém comenta
Tudo aquilo que eu vivi.

Lembro-me de muito pouco
Dos primeiros cinco anos
Mas do pouco que me lembro
Recordo mais de meus manos
Que eram em numero de dois
O mais velho já se foi
Ficaram só dois Hermanos.

Dos cinco anos seguintes
Lembro-me de minha escola
Aquela que freqüentávamos
Levando lanche e sacola
O lanche para comer
Na sacola o que ler
Escondido só a bola.

Mamãe Papai e Vovó
Compunham minha família
Aquilo na minha lembrança
Ate hoje ainda brilha
Com eles muito aprendi
E nunca mais esqueci
De ler em sua cartilha.

A cartilha nos ensina
Que devemos respeitar
Tanto velhos quanto novos
Aqui ou em qualquer lugar
Mesmo tendo já setenta
Isso ainda me orienta
Pra mim o primeiro lugar.

Ensina fazer amigos
E a eles ter respeito
Pois Deus escreve certo
Mesmo a linha com defeito
Esta lá na apostilha
Amigo é feito família
Do jeito que for; aceito.

Andar sempre com retidão
Driblando sempre os espinhos
Porque eles estão presentes
Dentro de nosso caminho
Fazem parte da historia
Grave isso na memória
Esta lá no pergaminho.

A cartilha de meus pais
É pra mim é a mais perfeita
Esta aqui bem decorada
Da primeira a ultima letra
É um capitulo só
Afirmava minha avó
Tudo escrito, sem caneta.

Tudo que foi ensinado
Vinha na forma verbal
Quando saiamos da linha
O remédio era o “pau”
Ai você logo aprendia
Porque aquilo doía
Deixando-o ate sem moral.

Dos dez ate vinte anos
Foi período de vigília
Trabalhamos desde cedo
Pra ajudar a família
Tanto eu quanto meu mano
Passamos por desenganos
No meio de uma matilha.

Foi um período difícil
Mas foi bom ate demais
Foi de meninos pra homem
Não curtimos o rapaz,
Enquanto via o passado
Olhei; estava casado,
Uma responsabilidade a mais.

Não vou fazer retrospecto
Porque isso é cansativo
Serão setenta passagens
Ano a ano alusivo
Se eu narra pra vocês
Garanto que dessa vez,
Não vou sair daqui vivo.

Não sei todos notaram
Já escrevi quinze versos
E ate esse momento
Ainda não falei de sexo
Esse assunto é diferente
Vou falar logo à frente
Quando chegar ao anexo.

Voltemos para a cartilha
Que sem letras ensinava
A você ser bem legal
Tanto na rua ou em casa
Se você fizer direito
Vai ter sempre o respeito
Daqueles que te abrasa.

Quem abrasa tua vida?
Esposa, filhos e filhas
Teus amigos, teu trabalho
E membros de tua família
São esses ensinamentos
Que trazem conhecimentos
Que têm naquela cartilha.

Quanto a meu casamento
Sinônimo de felicidade
São quase cinqüenta anos
De total tranqüilidade
Temos uma prole bacana
Onde o respeito emana
Tudo em alta qualidade.

Temos netos e bisnetos
Nossa arvore tem raiz
Tronco forte e vigoroso
É isso que o povo diz
Foi plantada em terra boa
Por isso não desentoa
Nunca será infeliz.

Assim é nossa família,
Filhos; fizemos três
Netos hoje somam cinco
Talvez sete, talvez seis,
Dois bisnetos dois capetas
Um casal de borboletas
Que nos deixam como reis.

Estou pra todos contando
A vida de um setentão;
Que soube fazer amigos
Sem neles “passar a mão”
Com hora pra elogiar
E hora pra criticar
Se têm razão dou razão.

Agora chegou a hora
De falarmos do anexo.
Eu prometi pra vocês
Que falaria de sexo
Sexo é coisa bem boa
Mesmo você estando atoa
Isso pra mim é complexo.

Sabe como entendo sexo?
Hoje, pra mim é carinho
É o toque entre mãos
Aquele olhar de jeitinho,
É um sorriso gostoso
É um jeitinho dengoso,
É um deitar bem juntinho

É acordar todos os dias
Com uma pessoa ao lado,
Aquele afago gostoso
Quando o outro tá zangado
É ter um apoio moral
Quando um se sente mal
Tudo se torna engraçado.

É desejar um bom dia
Sempre ao seu bem amado
É ficar preocupado
Quando o outro está calado
É sentir o seu cheirinho
É o tratar com carinho
É estar apaixonado.

Por isso meus bons amigos
Faço sexo todos os dias
De manhã,a tarde, a noite
Com toda minha euforia
Da mais vigor fazer sexo
Digo isso sem complexo
Pois carrega as baterias.

Por fim quero agradecer
A todos que estão aqui
Estão me prestigiando
Mesmo sem eu lhes pedir
Aqui só vejo amigos
Quem não veio, eu nem ligo
Vão ficar é sem curtir.

Sintam-se muitos felizes
Por estarmos juntos assim
Garanto-lhes com certeza
Que não sou um cara ruim
Podem falar bem profundo
Que não existe no mundo
Um cara igual a mim.

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