sexta-feira, 3 de junho de 2011

CADA CAUSO EM UM VERSO


Estava sem fazer nada
E resolvi só tentar
Fazer de verso uma historia
Com consistência sem par
Isso vai ser diferente
Garanto-lhes, mas com patente
Só vai ter verso decente
É assim que vou narrar.

A Nair me contou ontem
Que o seu amor não veio
Mas não ficou sem ninguém
Que ela não é bicho feio
Amanheceu bem quebrada
De passar a noite deitada
Traindo seu o camarada
Noite toda por e-mail.

O Mané ta cabisbaixo
Passou noites no bordel
Falou-me todo choroso
Vou morrer sem mausoléu
É que fui ontem à igreja
Falei com madre Tereza
Ela me deu toda certeza
Não existe são Manoel.

Hoje tudo é diferente
Está tudo evoluído
Mulher já pode ter filho
Sem transar com o marido
É só procurar o doutor
Que seja bom professor
Que ele faz sem amor
Menino ate colorido.

Quando Daniel viajou
Esqueceu de avisar
A sua esposa querida
Que não ia demorar
Qual não foi sua tristeza
Quando voltou, que surpresa!
Encontro foi a Thereza
Com outro no seu lugar.

Atanagildo Lisboa Nunes
Já sofreu um acidente
Teve sua genitália
Queimada com óleo quente
Somente entre os amigos
Hoje ele é conhecido
Por ter “aquilo” partido
Feito língua de serpente.

Antonio de Mello Verçosa
Ele é um cara bilíngüe
Quando a língua funciona
Mais parece um estilingue
Quando vai para a balada
Que chega de madrugada
Diz pra sua bem amada
Hoje fui um plurilíngüe.

O José Carlos Cardoso
Não se sabe ele quem é
Mas quando se diz Jotacê
É aplaudido de pé
Ele é bom de cantoria
Junto com Nelma Maria
Cantam e dançam noite e dia
Pra esse casal; meu Axé

Eu recebi de Jesus
Mas um Jesus de pijama
Resposta de um cordel
Que eu fiz em holograma
Fiquei bem lisonjeado
Pois esse cara é danado
É um poeta afamado
La de Minas; Burarama.

Quando se FAZ um amigo
Não é só por boniteza
Porque amigo não nasce
Aflora na natureza
Amigo é mais que família
A quem nunca se humilha
Está sempre na vigília
Ele é irmão com certeza.

Estavam curtindo musicas
Mas com letras de sentido
Com começo meio e fim
Porque alegra o ouvido
Hoje é difícil se ter
Músicas que nos dar prazer
É bom você esquecer
Se não quer ficar sofrido.

Quem acompanha o Verçosa
Trabalha de madrugada
Carregando quem não esta
Mais vivendo nessa estrada
Homem, mulher ou menino
Que tiveram seu destino
Cortado pelo Divino
Desta vida amargurada.

Já a mulher do Lisboa
Trabalha onde eu queria
Olhando as “prexerecas”
Dia e noite, noite e dia
Mas ela nem pensa nisso
É médica com compromisso
De conceito elevadíssimo
Formada em citologia.

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